Uma história sombria de uma vida obscura . Perdida no meio da solidão sem uma luz que me possa guiar para a saída deste túnel imenso .
Sinto algo próximo de mim e não sei o que pensar, não consigo ter uma imagem perto da minha pessoa que me possa dar auxilio para fugir do labirinto confuso e rude onde me encontro .
Procuro ajuda e apoio no que me pertence, naqueles que se encontram do meu lado mesmo quando a estrada é estreita, mas em vez de um simples pilar onde me poderia amparar sempre que precisasse, estou a ver neles uma base onde descarrego toda a mágoa, ódio e rancor que há em mim .
Vazio é o olhar que me acompanha diariamente e nulo é o número aproximado de sorrisos verdadeiramente sentidos aqueles que lanço. Tudo cai em cima deste pequeno corpo que, neste momento, nem força tem para se suportar a ele próprio. Carrego o mundo em cima dos meus ombros, e enquanto a força vai escasseando, o sentimento de culpa vai florescendo no interior deste ser, tal como a sensação de que tanto a presença como o esforço e suporte que desempenho, são inúteis.
A força começa-se a esgotar e por conseguinte a aproximar-se dos seus limites. Esta não é eterna quando os mínimos lados positivos da vida estão bem distantes daquilo que precisam de estar para serem alcançados.
Tento escapar ao desespero e à loucura mas elas perseguem-me como quem anseia alcançar a meta . Transmitem-me uma vontade de chegar a mim como se não houvesse amanha.
Não as temo, mas não quero que se cheguem demasiado perto . Posso desapontar meio mundo ou cometer loucuras que me levarão ao ponto sem retorno .
Conseguirei lutar contra aquilo que quer tornar esta ponte uma armadilha para que eu não atravesse o abismo ? Conseguirei desfazer e desarmadilhar o meu caminho até encontrar um terreno plano por onde possa caminhar sossegadamente e sem leves brisas de preocupações que sejam ?
SoraiaMota
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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